Apesar de queda, fusões em mineração devem ter novo impulso, mostra EY

O mercado de mineração está com boas expectativas para concretizar fusões e aquisições nos próximos 12 meses. Apesar de cautelosos, 60% dos executivos acreditam que o volume de negócios deve crescer. A conclusão é do Mining & Metals Capital Confidence Barometer, estudo da EY (antiga Ernst & Young) que mostra a confiança e perspectivas das empresas. No primeiro trimestre de 2014 foram fechados 135 operações em todo o mundo, diminuição de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Com relação ao valor, a queda foi ainda maior: as transações somaram US$ 6,7 bilhões, declínio de 67%.

 

O total de negócios está em linha com o registrado no último trimestre do ano passado – houve uma queda de apenas 1%. O valor das fusões e aquisições, no entanto, caiu 69%.

 

Luciana Pires, diretora de impostos do Centro de Energia e Recursos Naturais da EY, afirma que os aportes devem continuar ao longo do ano, mas em volumes menores. “As empresas estão mais em busca de eficiência e manutenção do nível de retorno do acionista do que propriamente de novos negócios”, destaca. Para ela, há certa cautela, já que não são fechados mais a mesma quantidade de contratos de antigamente.

 

Segundo a pesquisa da EY, 65% das companhias de mineração e metais devem buscar fusões e aquisições de até US$ 250 milhões. Para 42% das empresas, os planos de aquisição consideram especialmente a redução de custos e aumento das margens de lucro. Ao mesmo tempo, 47% dos executivos do setor de mineração e metais têm confiança na estabilidade do mercado no curto prazo e 46% percebem melhora na disponibilidade de crédito.

 

Ouro, carvão e urânio foram as três commodities que lideraram em número de negócios. Em valor de transações, aço, ouro e carvão ocupam as primeiras posições. Canadá é o país com maior número de negócios fechados (44) e Estados Unidos lideram em valor (US$ 1,73 milhões). A Alemanha foi o país de origem do maior valor desembolsado para realizar as aquisições (US$ 1,86 milhões) e o Canadá também efetuou com o maior volume de aquisições (49).

 

Luciana Pires destaca que, no Brasil, a procura não deve ser por ativos de grande risco, mas sim os com retorno certo. Isso porque já existe um movimento de redução do interesse dos investidores na mineração do País. “As empresas estão tendo dificuldade para seguir com novos projetos, e esse cenário de incerteza afeta as mineradoras juniores, além de colocar em dúvida a viabilidade dos negócios”, afirma.

            
            

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