Em janeiro, comércio varejista baiano recua 1,5%

O comércio varejista na Bahia registrou, no mês de janeiro queda de 1,5% nas vendas, em relação a igual mês no ano de 2014, segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma base de comparação, o cenário nacional  apresentou estabilidade de 0,6%. Na análise sazonal, o varejo na Bahia cresceu 0,2%, em relação à taxa negativa de dezembro (5,1%). Esses dados foram apurados pelo IBGE e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (Sei/Seplan), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

A queda no volume de negócios realizados na Bahia reflete o reduzido nível de confiança do consumidor. Muitos consumidores adiam às compras em virtude das incertezas, ou pelo elevado comprometimento das suas receitas e pela demanda dos bens de consumos duráveis estarem se estabilizando, após crescimento expressivo nos últimos anos. Em relação ao grau de confiança, segundo informações da Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Índice de Confiança do Consumidor recuou 6,7% entre dezembro e janeiro de 2015, passando de 96,2 para 89,8 pontos. Com essa queda  o índice registra o menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005. Essa conjuntura é agravada com a desconfiança por parte dos consumidores de que o setor continuará dando sinais de perda de fôlego, reforçada pela alta nos juros, na inflação, no crédito mais seletivo, no elevado endividamento das famílias, além do arrefecimento do mercado de trabalho.

Em janeiro de 2015, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a janeiro de 2014, revelaram que quatro dos oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%); e Combustíveis e lubrificantes (0,5%). Registraram comportamento negativo:

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-24,4%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-20,2%);  Tecidos, vestuário e calçados (-9,4%); e Móveis e eletrodomésticos(-9,2%). No subgrupo de Super e hipermercados foi observado crescimento de 2,5% nos negócios.  Já para os subgrupos de Móveis e o de Eletrodomésticos, os resultados apurados foram negativos em 3,8% e 11,4%, respectivamente.

Em janeiro, os segmentos de Outros artigos de uso pessoal, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos impulsionaram as vendas na Bahia. O primeiro, dado a característica do ramo em englobar artigos de menor valor agregado – como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos –, teve as suas vendas influenciadas em razão de comercializarem em grande parte produtos de baixo valor unitário.

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o segundo a influenciar positivamente o volume de vendas. Entretanto, esperava-se um desempenho mais expressivo por conta de se tratar de um mês de férias, período em que o Estado costuma receber um grande fluxo de turistas. Por conta da elevação no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador que resultou no comprometimento da renda essa expectativa não foi atendida. Segundo dados da SEI, no acumulado dos últimos 12 meses a taxa foi de 6,54%, superando a do período imediatamente  anterior (6,25%).

A terceira maior influência ficou por conta do segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos em função do seu caráter de uso essencial de seus produtos. Segundo o IBGE outro aspecto foi à variação de preços de medicamento situar-se abaixo do Índice Geral.

Nesse mês chamou atenção o comportamento atípico do segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria que registrou a variação negativa de 20,2%. Ainda segundo o IBGE, esse comportamento pode ser atribuído a certa substituição das compras nas lojas físicas pelas compras realizadas por meio eletrônico.

Por outro lado, o desempenho negativo dos segmentos de Móveis e eletrodomésticos contribuiu fortemente para que o comércio varejista apresentasse um fraco desempenho nas vendas. Esse comportamento é atribuído à política monetária mais rígida, pois houve no período uma elevação nas taxas de juros ao consumidor pessoa física no crédito livre. Essa medida associada a retirada gradual dos incentivos direcionados à linha branca resultaram no comprometimento das vendas do segmento.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em janeiro decréscimo de 3,2% nas vendas. Nos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios atingiu a taxa de 0,3%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 6,6% em relação a igual mês do ano anterior. A redução das vendas no segmento pode ser atribuída ao momento de desconfiança quanto ao comportamento da economia por parte dos consumidores, intensificados com a redução do ritmo de crédito, a gradual retirada dos incentivos via redução do IPI, a elevação da taxa de juros e a restrição orçamentária das famílias.

Em relação ao segmento Material de Construção se observou recuo nas vendas de 5,1%, no mês de janeiro, em relação ao mesmo mês do ano de 2014. Esse comportamento também pode ser atribuído à queda na confiança dos consumidores, bem como ao elevado grau de endividamento das famílias, já que são fatores que inibem a realização de reformas.

            
            

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