Revista Primeira Página

Cuidados para o verão: câncer de pele

Verão na Bahia é sinônimo de praias lotadas de pessoas aproveitando o dia, quer seja no mar, na areia ou fazendo algum tipo de atividade física ao ar livre. Mas, apesar de todo esse clima alegre e descontraído, a estação também inspira cuidados especiais com a saúde e traz perigos que vão além das queimaduras de sol e da desidratação. Segundo a última estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o ano de 2012 foram previstos 62.680 casos novos de câncer de pele não melanoma – de baixa letalidade – entre homens e 71.490 entre mulheres, em todo o País. Já as estatísticas para o melanoma – forma letal – são consideravelmente menores: 3.170 casos em homens e 3.060 em mulheres.

O câncer de pele não melanoma pode ser classificado em dois tipos, o carcinoma basocelular e o espinocelular, que possuem algumas características em comum: ambos têm como principal causa a exposição prolongada ao sol, apresentam baixa probabilidade de metástase e, consequentemente, de óbito. No entanto, a demora no diagnóstico pode levar a ulcerações e deformidades graves. “É importante atentar para sinais e lesões de pele, observando fatores como: assimetria do sinal e suas bordas, cor, diâmetro, sangramento e evolução. Ao notar alguma mudança, deve-se consultar imediatamente um especialista”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia na Bahia (SBD-BA), Ariene Paixão.

Como prevenir
Segundo o INCA, as pessoas mais sujeitas a manifestar a doença são as de pele clara, do tipo que queima e não bronzeia. Já populações hispânicas, asiáticas e afro-descendentes são menos suscetíveis aos tipos de câncer de pele não melanoma. Para diminuir os riscos de desenvolver a enfermidade, a melhor recomendação é se proteger adequadamente e realizar o autoexame regularmente. “Deve-se evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 15h e ter cautela nos períodos das 6h às 8h e 15h às 16h. Além disso, cuidados como o uso de filtro solar com fator acima de 15 e proteção UVA e UVB, chapéus, bonés ou viseiras e roupas de cores claras são essenciais para a proteção no verão”, adverte a presidente da SBD-BA.
A progressão lenta é outro fator que diminui os riscos de óbito da doença, facilitando a descoberta precoce e a cura sem maiores complicações. O diagnóstico do câncer de pele pode ser feito através de exames como a dermatoscopia (lente de aumento que permite analisar melhor a pele) e confirmado por uma biópsia. No câncer não melanoma, o tratamento é feito retirando-se totalmente a lesão. “Como quase não há risco de metástase nos cânceres basocelular e espinocelular, não é necessária nenhuma intervenção mais agressiva. Ainda assim, após a ocorrência da doença é necessário acompanhamento nos dois anos seguintes, a cada três meses, para monitorar o possível surgimento de novas lesões”, explica Paixão.

Melanoma: o câncer de pele letal
Ao contrário dos cânceres de pele mais comuns, o melanoma é uma das manifestações mais temidas da doença. Um complicador é a forma discreta como as lesões se manifestam em seu estágio inicial, através de pintas escuras que podem ser confundidas com sinais. Seu tempo de evolução, no entanto, é muito mais rápido e a possibilidade de migração para outras partes do corpo requer um tratamento agressivo. “Após a retirada do tumor são feitos exames para avaliar o grau de evolução da doença. Pode ser necessário o uso de quimioterapia ou radioterapia. Vale lembrar que este tumor não tem ligação tão direta com a exposição solar e que 90% dos pacientes diagnosticados em estagio inicial se curam”, conta a oncologista Carla Paranhos.

            
            

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