Indústria naval baiana ganha novo fôlego

A indústria naval baiana tem motivos para comemorar e considerar o ano de 2010 um marco de desenvolvimento. As razões são três grandes obras no recôncavo baiano, com valor estimado de cerca de R$ 1 bilhão, que vão gerar um total de 16 mil empregos quando estiverem em funcionamento, segundo informações da Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária (Seinp).
As obras, que serão responsáveis por alçar a Bahia ao posto de quarto maior parque naval do Brasil, são o estaleiro estuário do Paraguaçu, o canteiro de São Roque do Paraguaçu e os quatro novos canteiros para a construção de módulos de plataformas de petróleo na Baía de Aratu.
Os empreendimentos são todos voltados para a exploração de petróleo, produzindo navios-sonda, plataformas e seus componentes. “As obras representam a recuperação do prestígio do estado da Bahia como importante construtor naval e offshore no Brasil, que conquistará certamente um percentual dos contratos ofertados pela Petrobras”, avalia o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin.
Além de recolocar a Bahia no parque naval nacional, as obras no recôncavo baiano beneficiarão o estado com o fomento da economia na região, o desenvolvimento de sua cadeia produtiva e atividades complementares no entorno das obras.
O impacto social não para por aí. A obrigatoriedade de uso de 70% de mão de obra da região deve gerar milhares de empregos e proporcionar capacitação técnica, qualificação profissional e desenvolvimento do empreendedorismo na população local, tanto nas obras quanto na operação dos empreendimentos, depois de construídos, o que será também um desafio.

Estaleiro do Paraguaçu
A obra do Estaleiro Enseada do Paraguaçu terá custo estimado em R$ 700 milhões na etapa de implantação e será executada por um consórcio que envolve as empresas OAS, UTC Engenharia e Odebrecht, com perspectiva de gerar cerca de 4 mil empregos durante sua construção.
O empreendimento, que é a maior das três obras, será construído no distrito de Enseada do Paraguaçu, às margens do Rio Baetantã. As áreas pertencem ao município de Maragogipe e o estaleiro deve atuar como um grande fomentador de desenvolvimento econômico no entorno de toda a região.
O estaleiro terá capacidade para processar 70 mil toneladas de aço por ano na construção de navios-sonda de perfuração e produção. Segundo Benjamin, o início das obras depende apenas da conclusão do licenciamento ambiental.

São Roque do Paraguaçu
O canteiro de São Roque do Paraguaçu consiste em uma área da Petrobras com múltiplas utilidades, existente desde a década de 70 e que é cedida a empreiteiros contratados pela estatal para a realização de trabalhos específicos. O local foi revitalizado para adequação de sua estrutura às obras em curso.
“Trata-se de um canteiro de obras de 400 mil metros quadrados, adequado para a construção de plataformas de exploração de petróleo do tipo fixo autoelevatório (Jack Up), módulos para montagem de navios-sonda e FPSO (unidade que produz e armazena petróleo), plataformas semissubmersíveis, além de ser possível a integração de módulos”, explica o secretário.
Atualmente são produzidas no canteiro de São Roque duas plataformas do tipo Jack Up, as P59 e P60, fruto de um consórcio de empresas formado por Queiroz Galvão, Odebrecht e UTC Engenharia. O local é responsável pela geração de 2 mil empregos diretos e é estratégico por permitir a execução de diversos empreendimentos offshore.

Canteiros de Aratu
O último componente do tripé que irá revitalizar e impulsionar o parque naval do estado são os quatro canteiros de obras para a construção de módulos de plataformas de petróleo na Baía de Aratu. “As obras contarão com investimentos entre R$ 30 e R$ 70 milhões cada, resultando num total de aproximadamente R$ 200 milhões e gerando cerca de cinco mil empregos diretos”, conta Benjamin.
Os investimentos serão aplicados na infraestrutura adequada à atividade de construção de módulos, que consiste em terraplanagem, dragagem, construção de cais, oficinas e equipamentos para manuseio de cargas de grande porte com até 1.600 toneladas.
Para a construção dos quatro canteiros a Seinp selecionou quatro empresas, duas delas baianas. Os critérios da seleção foram qualificação técnica, experiência comprovada no setor e histórico de atividades com a Petrobras. As empresas são as baianas GDK e Belov Engenharia, a mineira Multitek, que atua na Bahia há 2 anos, e a paulista Niplan Engenharia, atuante no mercado baiano há quase 10 anos.
A conclusão das obras está prevista para o final do segundo semestre de 2011, sendo que uma delas já está em andamento, pela GDK. As outras três empresas estão em fase de projeto e estudos para obtenção de licença ambiental.
Cada canteiro ocupará uma área de quase 100 mil metros quadrados e terá capacidade para a construção de 12 módulos de plataformas de petróleo por ano. Demanda não faltará, já que a Petrobras está em processo de contratação de 40 navios-sonda.

            
            

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