Norsa começa a utilizar PlantBottle na Bahia

A Norsa, franqueada da Coca-Cola nos estados da Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, passou a utilizar nas unidades de Simões Filho e Vitória da Conquista uma nova embalagem ecológica, a PlantBottle, que apresenta uma parcela de material vegetal em sua composição. Na fábrica de Simões Filho, atualmente, são envasadas 1 milhão dessas garrafas por mês.
Esta tecnologia também já é uma realidade em outras instalações da empresa no Nordeste, como nas capitais Teresina (PI) e Natal (RN), e faz parte de uma série de iniciativas relacionadas à sustentabilidade, implantadas pela Coca-Cola em todo o mundo desde o início de 2010. “O fato de termos abraçado esta tecnologia desde o começo mostra que a empresa está sintonizada com as tendências mundiais de preocupação com o meio ambiente”, afirma em conversa com a Revista do Fornecedor o diretor industrial da companhia, Sidney Leite.
Além dos estados atendidos pela Norsa, as chamadas PlantBottles são comercializadas por franqueadas da Coca-Cola nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Apesar de não apresentarem nenhuma diferença de composição química, peso, cor ou aparência em relação à PET convencional, os consumidores não terão dificuldade para identificar as garrafas ecológicas, já que elas vêm com um logotipo específico e mensagens estampadas no rótulo.

Vantagens
A PlantBottle é uma tecnologia criada pela The Coca-Cola Company, na qual se utiliza suco de cana-de-açúcar e melado para a elaboração de um dos materiais utilizados na produção do politereftalato de etileno (PET), matéria-prima das garrafas plásticas. Dos insumos vegetais é produzido o etanol e, a partir dele, o monoetileno glicol (MEG), componente responsável por 30% do peso da embalagem. Os 70% restantes são de ácido politereftálico (PTA), material derivado do petróleo e do qual são feitas as garrafas PET tradicionais.
O principal trunfo da nova embalagem é o seu baixo impacto ambiental em diversos aspectos, como, por exemplo, as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que são reduzidas em 25% com a PlantBottle. Juntamente com a implementação do sistema bottle-to-bottle, que consiste no uso de PET reciclado para a produção de novas garrafas, os recipientes com material vegetal podem atingir uma diminuição ainda maior nas emissões, de até 35%.
A tecnologia também tem outras vantagens do ponto de vista da sustentabilidade. “Além de menor emissão de CO2, a garrafa ecológica é totalmente reciclável, leva menos 30% de tempo para se degradar na natureza e também nos deixa menos dependentes de recursos não renováveis como o petróleo. Em 2010 conseguimos usar 5 mil barris a menos; agora a expectativa é de que consigamos uma redução de 6 mil em 2011”, revela Leite.

Objetivo é ampliar a iniciativa
A embalagem escolhida para a primeira fase de implantação da tecnologia no Nordeste foi a de 600 ml. Atualmente cerca de 10% das garrafas envasadas pela Norsa em Simões Filho são feitas do revolucionário material. Para Sidney Leite, a perspectiva é elevar a iniciativa a patamares mais altos nos próximos anos. “A nossa estratégia é fazer a migração dos demais recipientes plásticos (como os de um e dois litros) para a PlantBottle até 2014. O objetivo é conseguir usar essa tecnologia em 100% da nossa produção. No entanto, até o final de 2011 continuaremos trabalhando apenas com as garrafas de 600 ml”, afirma o executivo
Um dos entraves à ampliação do uso das PlantBottles, segundo Leite, é a necessidade de importação do produto, já que o Brasil não domina a tecnologia de manufatura da resina utilizada na produção da embalagem.“Hoje em dia a Índia importa o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil, elabora a resina para o PET e manda novamente para cá, onde é feita a pré-fô rma, que depois é transformada em garrafa nas unidades da Norsa”, justifica.
Apesar de ainda não conseguir fabricar as resinas usadas na PlantBottle, o Brasil já é parte importante dessa cadeia produtiva, sendo o principal fornecedor de etanol para essa finalidade, uma vez que a cana-de-açúcar é o melhor insumo para produção da substância. “Isso é muito positivo para o País, pois estimula a exportação de matéria-prima nacional. No futuro, quando dominarmos todo o ciclo, haverá um aumento ainda maior da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, movimentando a economia brasileira e gerando empregos”, raciocina o diretor industrial da Norsa.

Guerra “reciclável”

A disputa dos refrigerantes com sabor cola acaba de atingir uma nova etapa: a da sustentabilidade. Para não ficar atrás da rival, a PepsiCo lançou recentemente sua garrafa 100% feita de plantas. O recipiente é composto de matérias-primas como gramíneas, casca de pinheiro e casca de milho. No entanto, a produção das primeiras garrafas começará apenas em 2012.■

            
            

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